segunda-feira, 16 de maio de 2011

Paixão de Busão

Você já teve uma paixão do ônibus?
Já amou alguém que só viu uma vez e ainda através de janelas?

Sabe quando está em pé no ônibus...
Calma ai! Se você não teve infância e nunca andou de ônibus, não precisar terminar de ler! Não quero que você leia, seu pederasta mimado!!

Enfim...
Está lá, você em pé no ônibus lotado, quando do outro lado da pista, paralelo com o seu meio de transporte, outro ônibus se aproxima.
É nesse exato momento que seu coração acelera e você sente calafrios, seu rosto fica corado, e, ao olhar para dentro do outro ônibus, você vê uma linda donzela olhando para você. Nesse momento tudo para, tudo mesmo!
Então, o sinal abre e o outro ônibus vira para outra direção, levando embora o seu único e verdadeiro grande amor.

Nessa hora, você percebe que nada mais faz sentido. Sua vida não é nada. A única chance que você teve foi embora para outra direção.

Menina do Busão, saiba que nunca mais irei te ver, mas para sempre você me amará.



Vale




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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Coração sem Alma (Trechos)

(...)

“Não tive forças para lhe ajudar, por eu ser um fraco, você acabou morrendo. Nunca me perdoarei por ter feito isso com você. Nunca poderei me esquecer dos seus gritos de agonia. Aquilo ainda vive em meus sonhos. Queria estar no seu lugar. Queria que você ainda tivesse ao meu lado. Gostaria de voltar a viver...”


Enquanto estava sendo carregado nos ombros do homem, Dark acabou vendo movimentos dentro da casa que estava em chamas. Aquilo era muito aterrorizante. Pessoas vivas estavam sendo consumidas pelo fogo. Ele não podia fazer nada para salvá-las. Lágrimas cobriram seu rosto e ainda não parava de gritar aquele nome...


Sem dizer nada, o espadachim empurrou Dark para o lado, que estava em seu caminho. Aproximou-se do homem e puxou um das crianças. O homem tentou segurá-la pelos braços, mas não era forte o suficiente. Sem hesitar, o Demônio sacou sua espada e matou a menina que havia puxado.


- Esta será a minha maldição, este será o meu legado...


- Aonde ele foi? – interrompeu ela.
- Seu pai foi para um lugar muito longe, um lugar perfeito para se morar... – eu não sabia o que podia responder, não queria fazer com que ela chorasse mais.
- Ele vai demorar a voltar? – perguntou. A mãe abraça a menina.
- Só o tempo poderá responder, pequena... – me afastei do local.


Dark não pôde ver, mas a jovem sorriu e ficou muito feliz com a maneira que ele havia a tratado. Ela não era acostumada a ser tratada com carinho e com confiança, por isso ficou muito feliz.

- O que você quer? Quer que fale com você, que fica olhando para ela, e ainda quer que eu fique alegre com isso? Esqueça... Até mais! – e saiu correndo no meio da floresta.


Na noite seguinte a encontrei no castelo... Bom, para ser sincero eu fui apenas para vê-la. Assim que a vi ela disse que tinha uma coisa muito importante para contar. Fiquei curioso e fui levado por ela até um salão do castelo.


Talvez essa lenda tenha realmente existido, ou talvez tudo tenha sido criado através das fantasias de um cavaleiro. Talvez tudo tenha sido uma ilusão, talvez ele nem tenha existido, ou talvez essa lenda tenha sido baseada em um velho e esquecido diário...



(...)


Vale




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domingo, 1 de maio de 2011

Louco

Você já amou alguém de verdade?

Já sentiu calafrios ao se aproximar de uma pessoa especial para você?
Já ficou ao lado dessa pessoa e achou que o tempo havia parado?
Alguma vez sentiu-se feliz apenas por estar ao lado dela?
Já passou o dia inteiro pensando o que essa pessoa poderia estar fazendo?
Já ficou a noite inteira sem dormir, pois não conversou com essa pessoa?
Já sonhou e acordou dizendo o nome dela?
Já teve medo de perder essa pessoa para sempre?
Já teve alguém assim em sua vida?

Será que ao menos, uma vez, já fez algo por alguém e ficou sorrindo feito um idiota achando que tinha super-poderes?
Já fez algo, mesmo sabendo que iria dar errado, e quando deu errado, ainda ficou feliz por ter feito e achado que era a coisa certa?

Já fez algo assim, mesmo sabendo que aquela pessoa não iria notar a sua presença?
Se já fez algo assim, você é feliz e não sabe...

Eu já fiz tudo isso e pior ainda! E ousaria repetir isso! Cem, mil, milhares de vezes mais que isso! E nenhuma camisa de força irá me deter! Eu farei!


Ahora, lo siento, debo partir. Regresaré a mi Dulce, Hermosa y Inestimable Doncella. Doña de todos los mis pensamientos, cariños y afecto.

¡adíos!


Vale


“Com tristeza, lamento informar que o último paciente que tratei, sofria de um romantismo completamente incurável. E pior ainda... altamente contagioso.”



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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Seu Sangue

"Ela era muito linda
Perguntava-me se ela era real.
E, durante os dias seguintes,
Essa foi única coisa que eu pensava.
Queria saber se era de verdade.
Ansiava poder tocá-la

Até que tive a brilhante idéia de
fazer uma pequena ferida nela.
Precisava saber que cor era o seu sangue!

Peguei uma adaga, aproveitei que ela estava dormindo,
E, com todo cuidado para não acordá-la,
Passei a lâmina em seu braço.
Ela acordou, e o sangue escorreu...

Aquilo me encantou.
Tudo nela era lindo.
Até mesmo a cor de seu sangue era magnífica!
Eu me empolguei, tinha que ver mais sangue dela...

Foi assim que o seu coração acabou parando em minhas mãos...
Desculpe-me meu amor, eu apenas queria ver a cor de seu sangue.”



Vale









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sábado, 16 de abril de 2011

Meu Primeiro Raio de Sol

Já fazia anos que eu não saia para fora. Passei meus últimos anos trancado naquele quarto vazio. Sem sair para fora, e sem ter contatos com outras pessoas. Vivia apenas naquele quarto escuro sem vida. Finalmente havia decidido; iria encerrar com minha vida. Não havia sentido em continuar assim... Sem nada. Decidi tentar dormir mais uma noite. E, encerraria tudo quando amanhecesse.

Amanheceu, parecia ser um dia como qualquer outro. Não esperava que nada importante fosse acontecer. Decidido, levantei para encerrar a minha vida. Foi quando, ao passar pela janela, um único Raio de Sol bateu em meu rosto. Resolvi abrir a janela, e, aos poucos, aquela luz foi iluminando o meu quarto escuro. Aqueles raios dourados eram quentes e aconchegantes... Aquilo me transmitia uma pureza e paz.

Fiquei toda manhã e a tarde, sentado na janela, apenas observando o Sol.
Foi então que, chegou a noite e aqueles Raios de Sol foram embora. Na esperança de ver aquilo novamente, dormi e levantei cedo mais uma vez. Porém... Não vi mais o sol. Nem mesmo um único Raio de Sol.

Aquele Primeiro Raio de sol, havia surgido, iluminado minha vida, e, à noite, desapareceu para sempre.
Nunca mais vi aqueles Raios de Sol. No entanto, graças àqueles raios, pude abrir a minha janela e ver que o mundo é bem maior que o meu quarto escuro e sem vida. Descobri que a vida estava correndo diante de minhas janelas, de meus olhos.
E ainda não podia encerrar a minha vida!

Não sei de onde você veio, nem para onde foi, Meu Primeiro Raio de Sol, mas, jamais esquecerei de seu brilho e de seu intenso calor.

R.


Vale






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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Quando te vejo

Hoje, quando te vejo, percebo que não sinto nada por Você.
Quando te olho, não sinto raiva. Não sinto pena. Não te repúdio. Não te odeio. Não te amo. Não sinto decepção. Não sinto carinho. Não sinto afeto. Não sinto alegria. Não sinto tristeza. Não sinto paixão. Não sinto ciúmes. Não sinto vergonha. Não sinto interesse. Não sinto desprezo. Não sinto dor. Não sinto solidão. Não sinto culpa. Não sinto indecisão. Não sinto consideração. Não sinto orgulho. Não sinto saudade... Não sinto nada. Nada. Apenas um enorme vazio. Um enorme vazio... Nada mais que isso.

No entanto, farei algo por mim, irei guardar as boas lembranças que tivemos juntos. Irei guardar aquele tempo perdido que, Você era apenas uma menininha medrosa, doce, delicada e que gostava de chorar...
Rasgarei suas fotos, e, esquecerei os nossos últimos e terríveis encontros. Não direi mais o seu nome. Não olharei mais o seu rosto, nem procurarei saber como está se sentindo.

E, antes que diga algo, saiba que eu nunca te perdi.
Foi você que soltou-se das minhas mãos e se perdeu na multidão.



Vale





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sábado, 9 de abril de 2011

Carta de despedida

Fiz 21 anos na terça-feira passada. Nenhuma mulher deixou meus braços insatisfeita.
Apenas uma me rejeitou, e quis o destino que fosse ela a única importante.
É por isso que, aos 21 anos resolvi acabar com minha vida...


Quero encerrar minha vida por causa de um coração partido. A mulher responsável por isso é Doña Ana, minha gloriosa, mas perdida alma irmã. Um mundo em que devo viver sem minha querida Doña Ana é um mundo em que não mais desejo permanecer embora ainda seja o maior amante do mundo.

Nenhuma mulher jamais saiu de meus braços insatisfeita, mas isso não tem a maior relevância, agora que perdi a única mulher que já me importou. Assim, no vigor da vida, aos vinte e um anos, decidi encerrar minha vida esta noite. A incomparável Doña Ana foi outrora toda minha, mas a perdi para sempre.

Meu amor pertence agora, para sempre, a essa única e adorável mulher. Nunca mais entregarei todo o meu coração a cada doce jovem, como outrora fazia. Doña Ana me possui, e fugiu de mim, sem qualquer boa razão. Destruiu nossa felicidade, e me deixou apenas com indagações. Por que ela acabou com nossa perfeita bem-aventurança? Por que todas as minhas súplicas foram em vão? Por que meu sacrifício mais sincero foi inútil? Por que ela foi embora de nosso Paraíso sem olhar para trás?

Doña Ana me deu o melhor motivo para me lançar no olvido, mergulhar na eternidade. A memória, como um véu, obscurece minha vista, pior do que minha máscara de seda preta jamais foi. Não posso mais avistar um caminho para continuar por este mundo frio e cruel. Não sei o que ela está sentindo. Creio que pode estar arrependida, sufocada pelo pesar. Gostaria de pensar que ela sente saudade de mim, e que acha todos os piqueniques secos e insossos, depois do requinte das refeições que partilhamos. Seria agradável pensar assim. Mas talvez eu nunca saiba se ela sofre tanto quanto eu. Aquela donzela simples, a quem dei meu amor irrestrito, talvez nunca tenha apreciado que amor excepcional abandonou quando me rejeitou. Doña Ana me deixou apenas as cinzas do amor, me deixou apenas a sofrer as pontadas amargas da rejeição. Outros podem conhecer essa dor alarmante, a terrível humilhação de ser rejeitado por uma mulher. Nunca fui repelido antes daquele dia.

Minha vida sempre fora de felicidade e amor, idolatrado pelas mulheres. Todas sempre me adoraram, e eu a elas, até que Doña Ana fugiu de mim naquela tarde angustiante. Depois que ela partiu, vagueei pela ilha por dias. Quem quer que encontre esta mensagem, suplico que mantenha a visão dessa mulher deslumbrante e desaparecida pairando em sua memória, como ela assoma para sempre na minha.

Lembrei de lhe contar que a túnica de seda branca de Doña Ana fluía em torno do corpo gracioso, até os pés delicados, de tal forma que ela parecia uma sereia enquanto corria de mim? Contei isso? É tarde demais agora. Estou partindo para o olvido...









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