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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Meu Primeiro Raio de Sol - Parte 2


Depois de anos, sonhei com você novamente. Fiquei o dia todo pensando em você e querendo saber como você estava. Se tinha conseguido realizar o que queria. Se ainda está morando no mesmo lugar ou mudou-se.
Gostaria de ter qualquer notícia sua. Mesmo que não fosse algo direto de você. Poderia ser algum comentário que alguém me falasse de você. Qualquer vestígio que fosse. Um simples “muito feliz”, estaria ótimo.

A última vez que conversamos eu lhe disse que nunca mais iria lhe incomodar. Isso já faz uns 2 anos. Você parecia estar tão feliz. E nós nos despedimos de uma maneira tão serena, calma e respeitosa, que não quero procurá-la novamente e acabar estragando a paz.
Sei que não sou importante para você, talvez nunca tenha sido... Mas, se agora, neste momento, você está ao lado de alguém especial, feliz, realizando tudo que sempre sonhou, e eu aparecer do nada e estragar essa sua paz?
Entende? Por mais que eu não queira fazer nada demais, apenas um “oi” seria ótimo...

Eu sei, estou sendo arrogante em achar que ainda seria importante, um pouco que fosse. Mas, melhor deixar as coisas como estão.
Acredito que você esteja feliz e quero que as coisas continuem como estão. Dessa vez, irei ficar no silêncio. Outra vez.





Vale


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sábado, 16 de abril de 2011

Meu Primeiro Raio de Sol

Já fazia anos que eu não saia para fora. Passei meus últimos anos trancado naquele quarto vazio. Sem sair para fora, e sem ter contatos com outras pessoas. Vivia apenas naquele quarto escuro sem vida. Finalmente havia decidido; iria encerrar com minha vida. Não havia sentido em continuar assim... Sem nada. Decidi tentar dormir mais uma noite. E, encerraria tudo quando amanhecesse.

Amanheceu, parecia ser um dia como qualquer outro. Não esperava que nada importante fosse acontecer. Decidido, levantei para encerrar a minha vida. Foi quando, ao passar pela janela, um único Raio de Sol bateu em meu rosto. Resolvi abrir a janela, e, aos poucos, aquela luz foi iluminando o meu quarto escuro. Aqueles raios dourados eram quentes e aconchegantes... Aquilo me transmitia uma pureza e paz.

Fiquei toda manhã e a tarde, sentado na janela, apenas observando o Sol.
Foi então que, chegou a noite e aqueles Raios de Sol foram embora. Na esperança de ver aquilo novamente, dormi e levantei cedo mais uma vez. Porém... Não vi mais o sol. Nem mesmo um único Raio de Sol.

Aquele Primeiro Raio de sol, havia surgido, iluminado minha vida, e, à noite, desapareceu para sempre.
Nunca mais vi aqueles Raios de Sol. No entanto, graças àqueles raios, pude abrir a minha janela e ver que o mundo é bem maior que o meu quarto escuro e sem vida. Descobri que a vida estava correndo diante de minhas janelas, de meus olhos.
E ainda não podia encerrar a minha vida!

Não sei de onde você veio, nem para onde foi, Meu Primeiro Raio de Sol, mas, jamais esquecerei de seu brilho e de seu intenso calor.

R.


Vale






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domingo, 13 de março de 2011

Vá embora você também!

Você aparece “do nada”, diz tanta coisa, inclusive que, nunca vai me abandonar, e ainda pede para confiar em você e nunca te abandonar?

As pessoas que mais confiei, foram as primeiras que me abandonaram. Sem motivo algum, simplesmente sumiram. Todas, sem exceção. Desculpe generalizar, mas não tenho motivo para excluir alguém disso tudo. Todas as pessoas que confiei e que disseram que sempre estariam comigo, foram as primeiras a irem embora.
Essas são as mesmas pessoas que sempre estive por perto quando precisaram.
Mas, não fui bom o suficiente para permanecerem ao meu lado.

Quando precisaram de ajuda, de alguém ao lado, eu estava lá. E quando se curaram, foram embora. Mas, até mesmo para essas pessoas, em algum momento, um velho pedaço de nada como eu, lhes foi útil em algo. Irônico, não?

É por isso que, sinto muito, mas não posso acreditar em tudo isso que me diz. Não posso lhe dar uma chance... Cansei de dar chance e no final ser a mesma coisa. Por que sempre fui eu quem teve que fazer tudo pelos outros e nunca ninguém fez nada por mim? Eu não era tão bom assim?
Sei que o certo seria “se quer algo, não peça nada em troca”. Até então... Fiz isso e não reclamei.

Pode ir embora também. Não farei nenhum esforço por você, nem te esperai. Vá embora, lhe peço, não perca o seu tempo! Não tem mais nada aqui...

Agora que me livrei daquela cela... Não volto mais para lá. Por nada e nem por ninguém! Sou livre, tenho duas pernas, e posso caminhar até o horizonte. Posso ir em direção do mais forte e intenso Raio de Sol.

E se ainda insistir nessa ideia... Me alcance, ou fique para trás.



Vale





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