terça-feira, 9 de julho de 2019

Os anjos choram...

Este será um texto acredito que longo e um pouco reflexivo. Eu estava procurando ordenar melhor as palavras para escrever. Tenha paciência, pois para chegar ao ponto que quero, preciso contar outra história antes.

Dia 08 de junho de 2019, houve uma grande perca para os verdadeiros amante da música e principalmente, do Rock/Metal brasileiro e do mundo. O Maestro Andre Matos morreu.

Quem não conhece, por favor, faça algo útil e dê uma pesquisada rápida no google. Sei que talvez você nem conheça e pode estar pensando que é perca de tempo escrever, mas não é nada disso, afinal, pode ser útil até mesmo para você.

Em 1991 fundou o Angra, onde ficou até 2000. (Pesquisar: Carry On, Stand Away, Silence and Distance, Carolina IV, Lisbon) Nessa banda fez o seu nome e ganhou reconhecimento pelos 4 cantos do planeta, inclusive, tinha mais reconhecimento lá fora que no seu próprio país de nascimento.
Mas nem tudo são flores. Começaram a ter diferenças entre os membros da banda e empresários, de ambos os lados, e, assim, resolveu deixar o Angra, junto com outros membros. Esse era o ponto que eu queria chegar! Já volto nisso...

Resumir de forma extremamente rápida e curta a vida do Andre Matos. Com 13 anos formou sua primeira banda, o Viper. (pequisar: Living for the Night, Moonlight) Estudou música, piano, regência Orquestral, Composição Musical, habilitação em Canto Lírico e habilitação em Piano Erudito e acredito que mais.

Seguindo em 2000, Andre Matos criou e esteve no Shaman até 2006, onde novamente teve alguma diferença com outros membros. (Pesquisar: Ritual - o álbum todo)

Após isso, voltou a reunir-se com os membros do Viper em 2012. E, durante todo esse tempo, trabalhou em carreira solo e participou em vários projetos. Por favor, vá pesquisar os primeiros álbuns do Avantasia!

Agora vai ficando mais interessante...

Quando todos estavam desacreditados, achando que o orgulho era maior, foi então que anunciaram o retorno do Shaman, em 2018. Finalmente, parecia que todas aquelas intrigas e diferenças foram perdoadas. Orgulho e rancor foram deixados de lado. E, por fim, nós fãs, poderíamos ter o que queríamos: o verdadeiro Shaman!

Eu chorei de emoção por dentro. Pois, na época que o Shaman estava no auge, no início dos anos 2000, eu tinha entre 10 e 15 anos. Não tinha acesso à internet, nem amigos que gostavam desse estilo musical. Quero dizer, eu nem dava atenção à música.

Em 2007, acabei ganhando um cd do Angra, mas era o álbum com o cantor que "substituiu" o Andre. Gostei do som e fui pesquisar. Acabei preferindo os primeiros álbuns, justamente na voz do Andre. Fui seguindo seu trabalho, até que conheci o Shaman, com o DVD Ritualive (PROCUREM ISSO, SÉRIO!), isso já era 2007, Andre já havia saído da banda e eu nem sabia. Aos poucos fui conhecendo mais...

Ou seja, essa reunião do Shaman foi importante para mim, pois finalmente eu estava vivendo aquilo que um dia sonhei em ver.

Não só eu, como todos, até sonhavam com uma possível reunião do Andre com o Angra. Imagina só? Depois de 20 anos algo assim acontecer. Mas, sabíamos que tudo isso era quase impossível, já que havia várias declarações que jamais haveria uma reunião.

Em todo caso, era dia 02 de junho de 2019, eu estava em São Paulo, pronto para ver o show do SHAMAN E AVANTASIA, onde nessa outra banda o Andre também teve participação especial em várias músicas, mas nesse show cantou em apenas uma canção.

Eu vi de perto aquele magnífico show. Valeu a pena ficar horas naquela van apertada e depois em pé assistindo.
Uma semana depois... Andre Matos morreu.

Justamente após conversas que ele estaria pensativo sobre uma reunião com o Angra...

...

Sabe aquele vazio que jamais será preenchido? Que literalmente, jamais será preenchido. Não importa o que façamos. Não importa o quanto tentem. Não importa o quanto falem. Jamais.

Viu só? Como o ego e desavenças podem acabar com coisas importantes? Em primeiro lugar: não estou julgando ninguém. Não sou ninguém para isso. Acredito que todos tem os seus motivos para as mais diversas reações e relacionamentos. Todos tem o seu tempo. Todos sentem de maneira diferente. Todos são diferentes. Eu sei. Ninguém sabe o que a outra pessoa está sentindo ou pensando.

O fato é que tomei isso como exemplo para minha vida. Quero dizer, hoje, fico pensando, não necessariamente pensando, de ficar "martelando" na cabeça , mas penso em várias pessoas que conheci no passado e procurando se tenho algum sentimento mal resolvido. Algo a ser perdoado. Se tenho alguma amizade que gostaria de reatar, qualquer coisa assim.

Tenho amigos que conheço desde quando me entendo por gente, quando nós tínhamos 5 anos de idade , hoje tenho 29. Ou seja, 24 anos de amizade. Uma vida. Bem mais que os 20 anos que o Andre Matos se afastou do Angra. Por isso penso: como seria me afastar tanto tempo assim desses meus amigos. Assim como outros amigos, digo estes em específico, pois são meus amigos mais antigos.

Imagine o que não passa na cabeça de uma pessoa quando se afasta de amigos ou pessoas importantes, e simplesmente deixam de se falar, como se nunca tivessem existidos. Quais as razões? Quais os motivos?

Quero dizer... às vezes, vale mesmo a pena guardar rancor e orgulho?

Estou apenas refletindo. Sei que não sou uma pessoa perfeita. Não sou fácil. E óbvio, sei que sou orgulhoso, do tipo virado no diabo mesmo!

E se você... soubesse que morreria amanhã, você diria um "adeus" a aquele seu amigo que não fala há anos?

Você... diria outra vez que ama ou sente saudades daquele antigo amor? Mesmo que não exista mais aquele amor da forma apaixonada, mas tenha um amor no sentido de respeito, carinho ou amizade. Às vezes, pode restar essa parte boa. É difícil, eu sei.

Você... que brigou com seu pai há anos e mal se falam agora, saberia conviver com aquele sentimento de "não tive um último abraço"?

Hoje, há várias pessoas que já foram importante na minha vida e já não estão mais presentes, algumas eu até gostaria de falar algo novamente. Já outra, não faz tanta diferença assim. Acho que estou em paz, ao menos comigo mesmo. Digo, nesse momento de agora que estou escrevendo essas linhas, pois amanhã posso simplesmente ter algum outro surto ou chilique e mudar meu pensamento. Mas agora estou tranquilo com todos. De minha parte, claro. Já que todos sabem que, seguramente, obviamente, em qualquer outra parte do mundo, há alguém relutando querendo vir me dar um "oi" sequer. Ay, que vida cruel!

As melhores lições são (in)justamente aquelas mais doloridas.


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♫♫ "So carry on, there's a meaning to life
Which someday we may find
Carry on, it's time to forget
The remains from the past" ♫♫

#RIPAndreMatos
https://www.youtube.com/watch?v=JPQJBvS8v1U


Vale

...

quarta-feira, 19 de junho de 2019

A visita da Princesa

Fazia tempo que eu não a via em sonhos. Esse sonho foi diferente. Intenso, calmo e sutil.

Era começo da temporada, eu estava voltando para meu trabalho na praia, porém, o lugar estava diferente. A praia era outra. O trapiche era diferente, em "T", não aquela longa passarela que estou mais acostumado. Também havia uma vegetação ao redor e algumas montanhas. Na realidade, deveria ser um rio, não um mar de água salgada. Só que isso não foi algo que me chamou atenção de início. Apenas quero contar todos os detalhes que ainda lembro.

Era tudo diferente, mas as pessoas eram as mesmas. Até mesmo vi pessoas que não tenho contato próximo, conheço apenas por trabalharmos no mesmo lugar.

Estava indo para o barco, mas antes cumprimentei uma amiga. Me aproximei e ela estava com os olhos em lágrimas. Apenas sorriu e apontou com os olhos em direção ao trapiche:
- É ela.
Olhei fixo sem acreditar. Era mesmo a princesa correndo e sorrindo. Brincando com todos, como sempre fazia.

Imediatamente, larguei minha mochila no chão e saí correndo para abraçá-la, mas ela embarcou no barco que estava saindo, não tive tempo.

Fiquei esperando, afinal: o que era algumas horinhas comparado a todo esse tempo que aguardo seu retorno!?

Agora o cenário era outro. Havia uma montanha de fundo, que não estava tão distante, estávamos uns 20 metros de onde ela começava. Eu estava dentro de um pequeno barco que estava naquele gramado. Parecia ser um antigo barco. Antigo, mas "atual", devia ter uns 10 metros, uma pequena escuna. Este barco parecia ter sido deixado de propósito ali, era um lugar de encontro para todos, como se fosse um banco de praça ou um barzinho. Ali havia mais pessoas que também estavam esperando.

De repente, a vejo voltando, caminhando em um carreiro detrás da montanha.

Tinha um pequeno rio, um córrego, de meio metro de largura, saindo do pé da montanha e passando próximo ao barco.

Desci do barco e a ajudei a atravessar o pequeno "riozinho". Em seguida, a abracei tão forte, que parecia que estava sentindo outra vez ela perto de mim. Eu chorava igual criança que acabou de perder a sua figurinha favorita do chiclete.

Mas ela não parecia se lembrar muito de mim. Ou melhor, lembrava, mas não sabia quem eu era. Seu olhar nostálgico queria me dizer algo, fiquei esperando qualquer palavra...

Então, me dei conta de algo...

Que eu estava de joelhos abraçando ela... ela estava bem menor... do tamanho de uma criança de 4 ou 5 anos...

Foi quando a olhei e pensei: "ela reencarnou e já está desse tamanho".

A Princesa sorriu.

Acordei.


(15/06/2019)

Vale


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sábado, 12 de janeiro de 2019

Em que momento nos perdemos?

Não costumo contar relatos reais aqui, ao menos não tão declarado como vai ser esse texto, mas dessa vez será algo "baseado em fatos reais". Embora não seja usado nomes verdadeiros.

Não tão recentemente, tive uma experiência, no mínimo, "diferente". Diferente de tudo que já fiz, onde conheci um pouco de em um mundo que jamais imaginei como fosse de verdade. Acabei conhecendo uma pessoa maravilhosa, que se tornou uma querida amiga.

Era um dia aleatório qualquer, quando fomos apresentados. Não desconfiei no início, mas logo soube que essa jovem era uma prostituta, mulher da vida, chame-a como quiser, porém com respeito! Valéria era seu nome. Naquele momento, eu não me encontrava na minha melhor condição mental, quer dizer... E quando estou?!

Acabei indo até o apartamento dela, onde conversamos muito e parecíamos amigos de muitos anos. No meio da conversa, comentei do livro "O Segredo", resumidamente fala sobre pensar nos seus sonhos, acreditar, pois um dia irá acontecer. Apresentei o documentário na internet e logo depois fui embora.

Dias depois, acabei vendo esse mesmo livro na livraria, e pensei "Por que não comprar de presente?", mas logo imaginei que pela empolgação dela, ela mesma iria comprar, então comprei um outro livro da mesma escritora.
Entrei em contato com a Valéria e comentei que tinha comprado um presente. Ela falou que já sabia que era o livro e já tinha encomendado, mas retruquei falando que tinha desconfiado que ela mesmo iria comprar, e por isso comprei outro da mesma escritora. Sou um gênio, afinal.

Combinamos de nos encontrar e fui até a casa dela, onde ficamos conversando por algumas horas. Até que ela me falou que não conhecia muito da cidade que estávamos. Na mesma hora, a convidei para ir comer algo e apresentei vários lugares interessantes.

Quem diria que aquela jovem, com toda aquela história em sua vida, com o trabalho que tinha, com a experiência e sofrimento que poderia ter passado, seria apenas uma criança correndo naquela areia junto ao mar? Quem diria que por trás daquela mulher, havia uma menina inocente ainda com esperança nos olhos. Seu sorriso era lindo e único. Há muito tempo eu não via algo assim.

Voltando para seu apartamento, ela tomou banho e me chamou para o quarto. Eu disse que não tinha vindo para isso, que só queria a sua amizade. Ela ficou totalmente sem jeito. Aposto que nunca tinha passado por isso.

Acredito que se eu contasse isso para meus amigos, iriam rir de mim, por não ter "aproveitado". Um amigo em especial, vai ler isso, tirar "print" e rir de mim. E pergunto, o que é mais importante: uma amizade sincera ou algumas horas de prazer?

Voltamos a sair algumas vezes e ainda temos contato. Ela me conta os segredos e eu lhe confesso os meus.

E quem diria... A "puta", era mais verdadeira que a santinha.


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Hoje, vejo o mundo, as pessoas, com um olhar diferente. Às vezes, com pena. Às vezes, tentando descobrir o que passa em suas cabeças. Às vezes, tentando entender toda aquela dor sem fim.

Vejo tantas jovens com suas belezas sendo impostas e vendidas para todos. Muitas esfregando seus corpos na cara de desconhecidos, apenas para serem aceitas e fingindo não se importar com nada. Vejo tantas jovens perdidas em festas e baladinhas, onde mais parecem desesperadas por uma busca de quantidade ilimitada de prazer por onde passam. 

Me pergunto: quando foi que essas jovens mataram aquela menina inocente que caminhava pela praia? Quando foi que se perderam por causa de um antigo relacionamento que não deu certo? Quando foi que deixaram de dar valor aos seus corpos e sentimentos?

Algumas pessoas fazem isso por gostarem, claro. Não irei generalizar nada. No entanto, há pessoas que fazem isso para fugirem da realidade. Eu sei disso, pois já me contaram. Cada um é livre para pensar e agir como bem entender, eu sei. Mas... por que se iludem tanto?

Muitas pessoas usam antigos acontecimentos como justificativa das coisas ruins que acontecem no presente. Culpam outras pessoas. De fato, outras pessoas podem ser a causa dos seus problemas atuais, mas nós mesmos somos quem deixamos nos machucarem. Deixamos que nos machuquem quando ficamos calados e não nos defendemos. Abaixamos a cabeça, apenas para não contrariar a outra pessoa. Somos a causa dos nossos problemas e também somos a cura dos nossos problemas.

Só não perca a sua bondade e inocência. Não deixe morrer aquela menina que brincava na praia...

Não deixe que o mundo ao redor, destrua seu mundo interno.




Vale


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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Acreditamos naquilo que queremos

Por que temos a estranha fantasia de usar a nossa imaginação como realidade de outras pessoas?

Recentemente, publiquei uma foto aleatória, perguntando sugestões de nomes. Apenas isso. Jamais imaginei que algo tão bobo pudesse criar tanta expectativas, se assim posso chamar. Quem me conhece e acompanha meu trabalho, sabe do que estou falando.

De repente, veio uma enxurrada de comentários dando parabéns, achando que eu iria ser pai (???). Em momento algum, afirmei isso e cada vez a bola de neve foi aumentando. Tudo por causa da estranha fantasia da cabeça de vocês. Bom, confesso que deixei e dei comida aos porcos. Não iria fugir de uma boa "treta", ainda mais quando envolvia a mim mesmo. Ay, esse meu ego inflado.

Era para ser apenas uma interação aleatória, por causa do meu trabalho. Acabei tomando isso como exemplo e inspiração para escrever algo que há tempos queria.

Já reparou, como nós temos o costume de querer saber de tudo que se passa na vida dos outros? Não por se importar, mas apenas para alimentar a nossa sede de curiosidade.

Antes que me entendam mal, reconheço e sei quais foram os amigos que perguntaram, pois se importam comigo, sei muito bem quais são. Foram os mesmo que expliquei o que estava acontecendo e levaram na brincadeira. Jogo que segue e está tudo certo. Alguns ficaram ofendidos, coincidência que foram os mesmo que nunca considerei como amigo de verdade.

Houve pessoas que nunca sequer conversei e vieram perguntar algo que seria de total irrelevância a eles. Mas a sede de curiosidade era maior, não é?

Agradeço aos amigos verdadeiros que perguntaram por se importar. Aos curiosos? Sim, é verdade. Serei pai de 5 ovelhas, 3 cachorros e mais 2 exús! Podem acreditar, afinal está na internet.

Nessas horas, vemos como o mais importante é estar na frente dos outros, e saber o que está acontecendo com pessoas que não fazem diferença em nossas vidas. Digo assim, pois tem pessoas que mal conheço e sei que não sou importante, não tem razão para eu ter sido importante, e ainda sim vieram perguntar com tom maldoso.

Quantas vezes, você não viu em alguma rede social, alguém postando uma imagem escrito "LUTO", e lá foi você dizer: "quem morreu? O que houve? Meus pêsames." Há tempos tenho reparado isso e não tinha sentado para escrever sobre o tema.

Não faça isso. Se você foi importante para a pessoa que faleceu, ou para os amigos e familiares, não tem razão de perguntar, se você era importante, vai estar sabendo o que realmente houve.

Já observei a situação e também estive próximo de pessoas que sentiram a morte de alguém, inclusive eu. Conheço ambos os lados.

Calma aí! Sei que tem pessoa lendo e pensando "Mas pode ser que algum importante amigo meu tenha morrido e eu não fiquei sabendo, não significa que eu não me importe". Muito bem, jovem aprendiz de coveiro, você está corretíssimo! Todo o meu texto me refiro aos jornalistas curiosos de plantão.

E óbvio, não sou ninguém importante para você. Não precisa estar lendo isso pensando "em que momento devo parar de ler? Esse maluco acha que sabe muito das coisas."
Eu não sei de nada. Sou apenas um maluco que não sabe de nada. Você está certo outra vez. (risos)

Devemos aprender a ficar quietos nos momentos errados. E falar nos momentos certos.

Se a sua opinião não é importante, não fale, não comente, não pergunte.
Se a sua presença não é importante, não fale, não comente, não pergunte.
Se a minha presença não é importante, não fale, não comente, não pergunte!




Vale


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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Menos explicações

O amor deveria ser mais amado e menos explicado.

Deveria ser mais aproveitado e menos justificável. 

Seria simples estar junto de alguém, sem precisar estar se explicado ou provando para o mundo que está junto de alguém.
Muitas pessoas só querem estar com alguém para mostrar ao mundo que não estão sozinhas.

Acredito que se alguém quer estar com uma pessoa, e essa pessoa sente o mesmo, isso é mais que o suficiente para estarem juntas. Não precisa assumir ao mundo. Não precisa fazer cerimônias na tentativa de querer provar algo. Não precisa espalhar.

Acredito que não existe distância, nem tempo para estar com quem você quer estar. Basta ter confiança - que seja real - e um pouco de paciência. 
É duro ter que esperar por alguém, eu já esperei muito tempo por alguém, mas não me arrependo de nada, nem posso dizer que perdi meu tempo esperando. Sou quem sou graças a isso.

Ou não passo de um idiota insistindo no mesmo erro, ou continuo sonhando o mesmo sonho de sempre.

O difícil é achar alguém que pense da mesma forma. É difícil confiar, depois de destruírem a última confiança que você tinha. É difícil achar quem também faria de tudo por você, que seja recíproco. É difícil achar alguém que não desista de você.


E, quando eu for embora, não chore. Não se preocupe, vai aprender a viver com isso, da mesma forma que aprendi. 



Vale

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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Um mal incurável e contagioso

Seria realmente uma doença incurável?

Pois foi essa a melhor explicação e diagnóstico que já ganhei.
Seria apenas um mal maravilhosamente bom?

Deveria eu buscar a cura? Ou apenas aprender a conviver melhor com isso? Talvez tomar doses menores? Ou o erro é meu em nunca "aprender" que não devo me entregar tanto assim? Que me apaixono pelas pessoas, por coisas simples, mesmo sabendo que às vezes não prestam...

Deveria continuar me apaixonando ou devo me entregar menos?

Sou apenas um louco, um "cachorro que corre atrás do pneu do carro", ou apenas sincero e intenso demais para esse mundo falido que vivemos?

Mesmo que seja uma doença incurável, me sinto feliz em sofrer desse mal... Ser um apaixonado pelas pessoas.

Irônico, não?



Vale

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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Uma hora você cresce

Chegará um dia que, você perceberá que o mundo não é aquele "Conto de Fadas" que você achava que era ou sonhava.

Aquele brilho nos olhos irá se apagar, dando lugar a uma frieza sem fim. Nesse dia, morrerá a última fagulha daquela esperança pura, inocente e sincera. Tudo deixará de ser encantador como era antigamente. Talvez com menos maremotos e furacões, porém com um apático vácuo sem resposta. Com um sorriso sem vida e um olhar profundamente perdido.

Errado é quem acorda e aceita o mundo como é, "matando" aquela criança inocente dentro de si?
Errado é aquele que apesar de tudo ainda alimenta essa inocente criança com guloseimas?
Errado é aquele que sufoca essa criança, somente para viver contra a sua própria vontade, mas de acordo com o mundo?
Errado é quem foge do mundo e se esconde ao lado dessa criança?
Errado é aquele prefere jogar essa pureza aos demônios, para viver na escuridão?

Qual seria a sua criança interior? Ainda vive? Ainda alimenta ela? Está presa em uma cela escura e abandonada? Seus demônios... a devoraram?

Você é quem decide quem vive. Se você alimentará seus sonhos ou se viverá de acordo com o que o mundo lhe impôr. Ambos tem os seus riscos. Mas não esqueça, a realidade e a fantasia são diferentes apenas para quem as veem. Ambas são universos diferentes e que coexistem. Não adianta fugir de uma para viver na outra. Mais cedo ou mais tarde vai ver que estava se enganando. Cabe a você escolher a maneira que quer viver.

No fim, o único errado, era aquele que desistiu de viver.


Agora, me retiro, tenho um jardim de infância para alimentar... 


Vale

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